Quando previ a crise de 2008, eu me enganei nos detalhes - o dano maior foi criado pela bolha no setor imobiliário estadunidense, e não pelos gastos públicos com "defesa". Agora esses gastos certamente contarão como responsáveis pela próxima crise, que será muito maior, não por causa de uma bolha necessariamente, mas porque o nível de déficit é insustentável.
Do lado de cá, na Europa e Reino Unido, o gasto público também é insustentável, embora o grande vilão não seja o complexo militar-industrial. O vilão por aqui é o conjunto de gastos com educação, saúde e transferência de renda (pensões, etc). Esses elementos são estruturais. Um vilão mais recente é a dívida privada, por causa das políticas governamentais de incentivo ao consumismo e ao endividamento. Finalmente, ainda mais grave, é o problema do setor bancário. Como todos sabem, houve um grande "alívio" temporário fornecido aos bancos europeus maiores, incluindo grandes bancos britânicos, para que não quebrassem em 2008-9. Pois eles engoliram esse dinheiro todo, que não vem de impostos, mas foi injetado pelo Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra, digeriram esse dinheiro e crédito, e agora vão vomitar mais ineficiência e malinvestimento.
Desta vez, porém, não há mais como dar o mesmo remédio (similar às políticas que causaram a crise, diga-se de passagem), que nem resolve nada, mas que dá um tempo para "respirar". Desta vez a composição dos gastos públicos é insustentável. O nível de dívida britânico por exemplo é o mais alto em tempos de paz. O nível de arrecadação tributária historicamente nunca foi maior, embora a carga tributária possa flutuar. No fim, estaremos com uma recessão brava, inflação e o Euro provavelmente vai cair em menos de um ano. O colapso é tão iminente que pode vir mesmo nas próximas semanas.
A solução é a mesma que deveria ter sido adotada antes: voltar ao sistema capitalista de livre-mercado que a Europa e demais países desenvolvidos abandonaram no meio do século XIX. Não digam que não avisei.
Do lado de cá, na Europa e Reino Unido, o gasto público também é insustentável, embora o grande vilão não seja o complexo militar-industrial. O vilão por aqui é o conjunto de gastos com educação, saúde e transferência de renda (pensões, etc). Esses elementos são estruturais. Um vilão mais recente é a dívida privada, por causa das políticas governamentais de incentivo ao consumismo e ao endividamento. Finalmente, ainda mais grave, é o problema do setor bancário. Como todos sabem, houve um grande "alívio" temporário fornecido aos bancos europeus maiores, incluindo grandes bancos britânicos, para que não quebrassem em 2008-9. Pois eles engoliram esse dinheiro todo, que não vem de impostos, mas foi injetado pelo Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra, digeriram esse dinheiro e crédito, e agora vão vomitar mais ineficiência e malinvestimento.
Desta vez, porém, não há mais como dar o mesmo remédio (similar às políticas que causaram a crise, diga-se de passagem), que nem resolve nada, mas que dá um tempo para "respirar". Desta vez a composição dos gastos públicos é insustentável. O nível de dívida britânico por exemplo é o mais alto em tempos de paz. O nível de arrecadação tributária historicamente nunca foi maior, embora a carga tributária possa flutuar. No fim, estaremos com uma recessão brava, inflação e o Euro provavelmente vai cair em menos de um ano. O colapso é tão iminente que pode vir mesmo nas próximas semanas.
A solução é a mesma que deveria ter sido adotada antes: voltar ao sistema capitalista de livre-mercado que a Europa e demais países desenvolvidos abandonaram no meio do século XIX. Não digam que não avisei.

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